Alice Através do Espelho (2016)

Alice Através do Espelho (2016)

Chega as telonas a continuação do filme de 2010 (Alice no País das Maravilhas, dirigido por Tim Burton), agora dirigido por James Bobin. O filme continua a história, mas visivelmente perde o toque sombrio e estranho que tínhamos no primeiro filme com a direção característica de Burton, que agora assina apenas como produtor.

Sinopse (Via Wikipedia)
Alice Kingsleigh (Mia Wasikowska) passou os últimos anos seguindo os passos de seu pai e navegando os oceanos. No seu retorno a Londres, ela se depara com um espelho mágico e retorna ao fantástico mundo Subterrâneo e seus amigos o Coelho Branco (Michael Sheen), a lagarta Absolem (Alan Rickman), O Gato Risonho (Stephen Fry) e o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), que não é ele mesmo. O Chapeleiro perdeu sua “insanidade”, então Mirana (Anne Hathaway) – a Rainha Banca – envia Alice em uma jornada em busca da Cronosfera, um globo metálico que fica dentro da câmara do Grande Relógio que controla todo o tempo. Retornando ao passado, ela reencontra amigos – e inimigos – em momentos diferentes de suas vidas, e embarca em uma perigosa corrida para salvar o Chapeleiro antes que o tempo se acabe. 

A primeira pergunta que vem a mente ao ver esse filme é: Por que fazer uma continuação de um filme ruim? Provavelmente ele deve agradar apenas aqueles que gostaram do primeiro filme. Temos mais uma vez um visual sensacional, com CGI cada vez mais assustadoramente incrível. Infelizmente tudo isso não consegue balancear o roteiro ruim e clichê, atuações aparentemente forçadas (sim, os atores parecem ter sido obrigados a fazer esse filme). Ninguém tem carisma e o filme se distancia cada vez mais das histórias clássicas de Lewis Carroll.

Alice é teimosa e inconsequente, ninguém sabe quem é herói e quem é vilão, misturam o mundo da fantasia com o mundo real que é tão desinteressante quanto o País das Maravilhas. O longa ainda tenta forçar uns valores familiares com frases de efeito totalmente sem impacto e profundidade.

A necessidade de explicar coisas e se conectar com o primeiro filme (a moda de tudo hoje), não melhora em nada o primeiro e nem serve como um bom recurso de roteiro. Na verdade tentam explicar algo que não precisa de explicação. Não gostei do primeiro filme e gostei menos ainda desse segundo.

Enfim, Tim Burton perdeu a mão há algum tempo e parece não conseguir se recuperar. Não sei se ele se cansou ou se já tem tanto dinheiro que nem se importa mais. Espero que possamos ver mais coisas boas dele no futuro.

E aí, já viram? Concordam, discordam? Vamos continuar o papo nos comentários abaixo!

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Autor

Felipe Xavier

Felipe Xavier

ama a animação clássica!