Doctor Who: Prisioneiros do Tempo (2013)

Doctor Who: Prisioneiros do Tempo (2013)

Para começar é bom explicar que esta é uma minissérie de quadrinhos com 12 números produzidos pela IDW para comemorar os 50 anos de Doctor Who. Cada número foi lançado mensalmente ao longo de 2013, e em cada capa tivemos um doutor diferente até chegarmos à edição final com todos as encarnações do Time Lord, em dezembro.

A proposta era passear por uma aventura de cada Doutor e apresentar um perigo, um vilão misterioso que estava colhendo seus companions e planejando uma grande vingança. Claro, que este vilão é apenas um plano de fundo para sermos apresentados, ou matarmos a saudade de cada doutor e seus companions. Lembrando que o Doutor já não é apenas um personagem de televisão a muito tempo e nessa minissérie também veremos alguns personagens dos quadrinhos e até das audio aventuras. Nada mais justo né?!

Na primeira edição o 1º Doutor, Ian, Barbara e Vicki chegam a Londres, 1868 e enfrentam os Zarbi. A arte de Simon Fraser me agradou e remete a pegada mais antiga da série, mais simplista. É um roteiro simples e focado em apresentar o perigo iminente que os Companheiros do Doutor enfrentarão. Dali para frente temos o a mesma fórmula com algumas variações.

O 2º Doutor, Jamie e Zoe vão a um bazar intergaláctico (no melhor estilo Mos Eisley) pra enfrentar os Voraxx; O 3º Doutor, Sarah Jane Smith, Liz Shaw e famoso Brigadeiro Lethbridge-Stewart estão na UNIT, na Londres de 1974 e precisam enfrentar os Remoraxianos; O amado 4th está com Leela e o carismático K9 no Planeta Agratis e já somos impactados com a presença agressiva dos Judoons e uma história dinâmica com ação e muito diálogo; Quando nos encontramos com o 5th e seus companions Adric, Tegan e Nyssa em meio a uma guerra entre Rutans e Sontarans, somos apresentados a face do sequestrador.

Com o 6th é que começamos a perceber que o Doutor não está de bobeira e parece estar planejando algo, fiquem espertos. Os companions dessa aventura são Peri e o transmorfo Frobisher, que ama estar na forma de um pinguim. Eles tem que enfrentar ninguém menos que o Mestre com seus autons. Deposi disso temos o 7th com a querida e valente Ace numa história bem mais cerebral enfrentando novamente o Mestre que dessa vez se dá bem mal, mas o destaque está para a história do 8th que volta a São Francisco para tentar trazer Grace para ser sua companion, mas para sua infelicidade eles tem que libertar um povo dos ditadores Os Supervisores e ela acaba sequestrada;

Finalmente chegamos a série moderna e temos Eccleston, Tennant e Matt Smith com Rose, Martha e Clara para descobrirmos o nome e motivação de nosso vilão. Eu não vou contar porque vocês precisam ter essa surpresa que eu tive 🙂 mas tenham certeza que se você assistiu todas temporadas vai lembrar dele e fará todo o sentido. Uma incômodo foi não ver Amy e Rory, além, claro, de Donna nos quadrinhos, mas isso se resolve na última edição quando vemos o laboratório recheado de todos companions sequestrados.

O fechamento é incrível com tanta ação e emoção, digna do personagem. Vemos que o Doutor estava planejando algo e que conseguiu resolver como um grande Deus ex-machina, que é um elemento super comum na série. O vilão vira herói e vemos todos os companions e doutores em ação, cada um com sua personalidade muito respeitada. Claro que o tempo de quadro para cada um não é excelente, mas dentro da proposta creio que foi bem resolvido.

Falando das artes eu não curti tanto a arte do Lee Sullivan quando ele detalha demais os rostos, mas os cenários e aliens ficaram bem legais; já o Mike Collins tem um traço muito interessante e forte, claro que as cores ajudam muito; As artes de Gary Erskin e Philip Bond continuam com a qualidade, mas o destaque está nas cores. A arte de John Ridgway não e tão rebuscada mas eu gosto muito de como ele retrata o Frobisher quase como um personagem de desenho animado, assim como a de Kev Hopgood que parece muito rígida, mas tive uma grata surpresa com a arte de Roger Langridge no Oitavo Doutor, pois as cores e o traço são perfeitos, quase mágicos. As últimas edições com arte de David Messina, Elena Casagrande, Matthew Dow Smith e Kelly Yates são esplêndidas e podemos ver nossos doutores modernos tão bem representados até mesmo em seus trejeitos físicos. Vale muito mergulhar nesses trabalhos e voltar aos episódios que tanto gostamos.

Não é o melhor arco ou história que já li do Dóctar, tem alguns problemas de ritmo e de arte que acabam tirando um pouco a qualidade, mas recomendo muito a leitura e até mesmo comprar e edição física para guardar de recordação dessa data festiva. Não tem como reclamar das soluções dadas no enredo porque isso é muito Doctor Who. Roteiro nonsense misturado com diversão e raciocínio. #Enjoy

Compre a versão encadernada na Amazon.com ou a digital no Comixology 🙂 #fikdik

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Burita

Burita

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