Liga da Justiça Vs. Jovens Titãs (2016)

Liga da Justiça Vs. Jovens Titãs (2016)

Como quase todas as novas animações da Warner, baseadas em pequenas sagas dos Novos 52, a animação começa já frenética. É apenas uma forma de apresentar a Liga e encher de referências dos superamigos e da era de prata, como A Sala da Justiça e Legião do mal.

Uma das coisas que mais me incomoda nessas novas animações é a estética japonesa, mas é uma questão puramente de gosto. Além, claro, de eu definitivamente não me considerar público alvo desses Novos 52. E a entrada usb desprotegida do Ciborgue? Patético. Nem vou falar desse poder do cara de criar tubos de explosão e sua ligação com Apokolips, na origem. O diretor é o renomado Sam Liu que dirigiu quase todas animações da Warner/DC, as duas últimas do Hulk e do Thor.

Batman está com o seu Robin, mais irritante, que nada mais é do que uma cópia do, também irritante Jason Todd. Super ainda é namorado da Diana (boring). Ah, e o Ciborgue, que tem um design bem preguiçoso, tem uma USB do inferno igual a do Robocop original 🙂

Surge o demônio, Triggon, que toma corpos durante a luta mas a Liga não percebe. Damian, como sempre, mostra sua petulância e teimosia, o que leva o Batman a mandar que Asa Noturna o leve a Torre Titã para aprender a trabalhar em equipe. #BigMistake De cara o moleque abusa da paciência dos garotos e toma uma rajada do, péssimo Besouro Azul, bem na cara. O conceito de ter uma Kory mais velha que cuida dos adolescentes e bem legal.

A trama continua com Damian se desentendendo com os Jovens Titãs e o demônio possuindo todos membros da Liga. Um pseudo romance adolescente com Ravena é lançado, mas é um recurso clichê para envolver o Robin na luta contra o demônio, ou, na verdade, a uma história de “origem” da pequena bruxa.Conheceremos Azarath, lar doce lar de Ravena.

Achei o roteiro vazio, simples, mal desenvolvido e com algumas lutas bem fracas. A transformação dos Titãs, meio capitão planeta, é muito Sailor Moon pra mim. Sério. A qualidade dos traços e animação tem caído muito e neste filme não é diferente. Eles chegam a apelar para os backgrounds de cgi, como no mar ao fundo da Torre Titã. Isso é um ponto contra bem grande.

Resumindo, achei bem abaixo da média da Warner, mas recomendo que seja vista. No fim, ainda tem um pós crédito que cria curiosidade. Mas, num todo vamos combinar que a capa do dvd é um baita golpe no estilo das capas de jogos do Atari né?

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Burita

Burita

adoraria pisar na Sala de Justiça!