Stranger Things (1ª Temporada)

Stranger Things (1ª Temporada)

Stranger Things é uma série americana de ficção científica com elementos sobrenaturais, de terror, oitentista e com varias referências a cultura pop. Foi escrita e dirigida por Matt e Ross Duffer e por Shawn Levy como Produtor Executivo e veiculada pela Netflix.

Sinopse (Via Wikipedia)
Ambientada na fictícia cidade de Hawkins, Indiana, Stranger Things decorre no ano de 1983 e conta a história de um garoto que desapareceu misteriosamente. Enquanto procuram por respostas, a polícia, a família e os amigos do menino acabam mergulhando em um extraordinário mistério envolvendo um experimento secreto do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha muito estranha.

A primeira coisa a se dizer sobre a série seria a enxurrada de referências oitentistas e as homenagens à ficção cientifica e ao horror, mas, acredito que a internet já está inundada disso. Por isso,  tentarei não ser redundante no que vou escrever a seguir.

Vamos começar falando do elenco que conta com três núcleos: os adultos, os adolescentes e as crianças, todos os personagens estão muito bem. Temos Winona Ryder numa atuação primorosa, David Harbour no papel de xerife e Matthew Modine no papel de um vilão misterioso. Os adolescentes também têm a sua importância, mas pra mim o trabalho de Charlie Heaton como o irmão do garotinho desaparecido merece uma atenção especial. Agora sim chegamos na cereja do bolo dessa obra, as crianças. Onde estavam escondidos todos esses talentos infantis que provavelmente irão estourar agora depois desse sucesso. Todas as crianças estão incríveis mas o maior destaque é Millie Bobby Brown, que mal fala mas rouba a cena atuando apenas com expressões.

Sobre a fotografia, as locações e os efeitos especiais, tudo se encaixa muito bem como em um bom filme dos anos 80 em uma roupagem atual. A fotografia lembra muito John Hughes, Steven Spielberg e as obras adaptadas de Stephen King. A única coisa que incomoda um pouco, é quando eles usam a computação gráfica em alguns momentos (não vou dizer quais para não estragar a surpresa), talvez por ser uma série e o orçamento não permitir, alguns efeitos especiais acabam sofrendo um pouco mas nada que comprometa a experiência.

E por fim temos um roteiro amarrado, sólido e progressivo que vai te prendendo à cadeira no final de cada episódio. A história vai criando pontas soltas mas que se fecham, o ritmo é agradável e imprevisível. A música (ah a música), essa aventura é toda embalada em canções clássicas dos anos oitenta e uma trilha atual e eletrônica misturada com um tom aventuresco e misterioso que lembra muito Arquivo X.

Enfim, a série é boa por todos esses motivos acima, não apenas como uma homenagem aos anos 80. É claro que todos esses elementos saudosistas contribuem para a experiência, mas se você não tiver essa bagagem, também pode gostar. Não cresci nos anos 80, por isso acredito que não peguei todos os Easter Eggs, mas sim, me apaixonei pela série pela a sua inocência e por um trabalho primoroso de uma galera que ama o que faz. Pra mim, Stranger Things é a melhor série do ano até o momento e que venha a segunda temporada!

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Autor

Felipe Xavier

Felipe Xavier

já está maluco pra ver a segunda temporada!